Indústria 4.0: Começa a 4ª Revolução Industrial no setor têxtil

Já imaginou um body que é capaz de medir a febre do bebê e ainda enviar informações sobre a curva térmica da criança via bluetooth para um aplicativo no celular dos pais, que por ventura possam estar longe de seu filho? Ou ainda um robô que com base nas suas curtidas nas redes sociais envia informações para que designers desenvolvam novas roupas inspirados em tudo aquilo que você mais gosta? Esses foram alguns dos projetos desenvolvidos por 44 empresários e altos executivos de 32 empresas do setor têxtil e de confecção durante os seis meses de Master In Business Innovation (MBI) em Indústria Avançada: Confecção 4.0, realizado pelo SENAI CETIQT.

Encontro de encerramento do MBI - crédito da foto: Divulgação

Os projetos que trazem conceitos da Indústria 4.0 já são considerados as primeiras sementes para o início da Quarta Revolução Industrial no setor têxtil e de confecção brasileiro. “Essas iniciativas são marcantes para o setor e para o Brasil, pois com elas foi dada a largada para o processo de implantação da 4.0 em nosso segmento”, afirmou Fernando Pimentel, presidente da Abit, e que participou da banca que avaliou os projetos.

Além dele, William Respondovesk, gerente do Departamento Operacional da Finep, em São Paulo, Job Rodrigues, gerente de estudos setoriais do BNDES, Felipe Morgado, gerente-executivo de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI, Renato Boaventura, presidente da Unidade de Fibras da Rhodia, Pedro Bastos, CEO da Coteminas, e Sergio Baltar, professor do SENAI CETIQT. “Ouvir todas essas ideias foi fantástico. Vimos projetos em potencial, com inovações de serviços, produtos e processos que certamente irão acontecer”, disse William Respondovesk, da Finep.

Dentre as ideias inovadoras desenvolvidas pelos oito grupos de empresários e executivos formados no MBI promovido pelo SENAI CETIQT, estão: a otimização e integração da cadeia produtiva por meio de tecnologia RFID (Identificação por radiofrequência), um robô ‘caça tendências digital’ que varre as redes sociais em busca de inspiração para novos modelos de roupas, um hardware de escaneamento digital que não só tira as medidas da pessoa, mas mede o volume de cada parte do corpo do usuário, uma planta de Confecção 4.0 sem nenhuma interferência humana e um tecido de parede funcional produzido em uma Fábrica 4.0 com isolamento térmico, acabamento antimicrobiano e acabamento retardante à chama, entre outros.

As empresas cujos executivos participaram do MBI agora contam com um selo da Abit em reconhecimento ao pioneirismo dessas corporações no movimento de implantação da Indústria 4.0 no setor têxtil e de confecção. “Esse selo tem um significado especial, pois demostra que são essas 32 empresas que começam a partir de agora a modificar o cenário da indústria têxtil brasileira”, ressaltou Sergio Motta, diretor-geral do SENAI CETIQT.

As empresas do setor que também desejarem fazer parte desse movimento já podem inscrever seus executivos para a próxima turma do MBI do SENAI CETIQT. A Edição Nordeste 2019 do MBI em Indústria Avançada: Confecção 4.0 será um projeto multiestados com objetivo de levar conhecimentos da Confecção 4.0 para o empresariado da região. “O projeto é resultado do reconhecimento do Nordeste como área estratégica para a transformação da indústria têxtil e de confecção nacional”, explicou Robson Wanka, gerente de educação do SENAI CETIQT.
Fonte: ABIT